Não é por acaso que esse Blog foi Criado Recentemente com entusiasmo e visto por varias pessoas em linguagem cativante e é sensivel a todos e amigos. Este Blog nos ensina a modificar nosso relacionamento com o mundo de uma forma tão poderosa que nos torna capazes de obter, na Vida tudo que almejamos.
domingo, 14 de novembro de 2010
PENSEI

Pensei às vezes em ser feliz,
Sem perceber o quanto poderia me custar,
Preço alto pela gastança,
Pelo excesso de amor, de confiança.
Pensei às vezes esquecer o passado,
Não temer o futuro, seus mistérios,
Como se o tempo morasse ao lado,
Sem distância, sem critérios.
Pensei às vezes não levar nada comigo,
Como quem parte sem adeus para outro mundo,
Sem lembranças, sem mágoas, sem distâncias,
Do que ficar para trás.
Simplesmente pensei,
Sem ao menos perceber,
Que enquanto isso, o tempo passa.
sábado, 13 de novembro de 2010
HAHA HIHI LOMBARDE VOCÊ ME OUVE?LOMBARDE FALA DO ALÉM..."NEM TODOS OS SANTOS VAI SALVAR O SILVIO

É assustador como as autoridades brasileiras gostam de imaginar que o povo não passa de um aglomerado de aloprados, miseráveis sem cultura e sem voz. Se não pensassem assim, teriam, no mínimo, profunda vergonha em anunciar que o Fundo garantidor de crédito (FGC), em negociações intermediadas pelo Banco Central do Brasil, está fazendo um empréstimo de R$ 2,5 bilhões ao Grupo Sílvio Santos para que este possa salvar o banco PanAmericano da falência, após uma suposta fraude também bilionária.
Como é que o Banco Central e o Conselho monetário nacional autorizam um empréstimo de R$ 2,5 bilhões a um banco falido, cujo valor de mercado é menor que a operação em questão, concede 10 anos para que o Grupo Sílvio Santos pague esse empréstimo, dá 3 anos de carência para que os pagamentos comecem (o que significa que só começará a ser cobrado em 2014) e onde sequer incidirão juros? Muito além de ser um escárnio nacional, é uma afronta aos milhões de cidadãos e aos empresários, microempresários e empreendedores individuais, molas propulsoras do desenvolvimento do país, que vivem mendigando apoio financeiro do governo e dos bancos e nada conseguem.
Nossos economistas de plantão, tremendo de medo por estarem diante de uma megaoperação que envolve um dos maiores grupos de comunicação do Brasil, vão dizer que foi um negócio legal e que o magnata Sílvio Santos deu como garantia as 44 empresas de seu grupo, o que inclui o SBT, o Baú da Felicidade e a Jequiti. Mas trata-se de uma negociata nebulosa, envolta numa bruma com o objetivo de minimizar o evento e abordá-lo apenas como sendo da esfera privada. Mas há muito do setor público nessa negociação bilionária e que terá de ser urgentemente esclarecida. Caso contrário, corremos o risco de uma grave crise financeira tendo como base a suspeita de que outros bancos, assim como o PanAmericano, também estejam fraudando o sistema para maquiar a falência de suas contas.
Outra explicação que o Banco Central tem obrigação de dar aos brasileiros é como autorizou, em julho desse ano, que a Caixa Econômica Federal, um banco estatal centenário, a comprar 49% do capital volante de um banco falido. Isso sem falar que a fraude que derrubou o banco PanAmericano já tinha sido cometida. O BC e a CEF não detectaram isso? Ou detectaram, ficaram na moita e gastaram o dinheiro do povo para comprar uma porcaria? E se não perceberam o “pequeno erro” de bilhões, que garantias o Banco Central é capaz de dar à população de que outros bancos não estão à beira do abismo, prestes a ir à bancarrota?
A suposta fraude promovida no PanAmericano é de simples entendimento: o banco vendeu carteiras de créditos a outras instituições financeiras, mas mantinha esses créditos em sua contabilidade. Trocando em miúdos, diziam ter dinheiro a receber na praça que, na realidade, não tinham mais. A contabilidade do banco PanAmericano era falsa, provocando um rombo maior que o patrimônio do próprio banco. Nesses casos, a legislação brasileira determina que o Banco Central faça uma intervenção na instituição, colocando-a em liquidação e seus administradores e controladores são obrigados a responder com seus próprios bens pela fraude contábil.
No entanto, isso significaria bloquear os bens patrimioniais de Sílvio Santos, acionista majoritário e controlador do banco PanAmericano. Isso sem falar no pente fino que a receita federal e a polícia federal teriam de fazer na instituição e, possivelmente, na holding. Diante disso, o que dizer da misteriosa visita do empresário ao presidente Lula no Palácio do Planalto, com uma maleta na mão, às vésperas da eleição, afirmando estar ali para pedir uma doação pessoal de R$ 12 mil ao Teleton? Silvio Santos não poderia ter feito isso por telefone? Ou o assunto era, na verdade, outro?
Nas semanas seguintes era nítida a parcialidade, em favor da candidata governista Dilma Rousseff, assumida pelo SBT na cobertura da campanha presidencial no segundo turno, culminando com aquela famosa trapalhada da equipe de jornalismo que afirmou que o candidato José Serra e seus assessores estavam mentindo sobre ele ter sido atingido por um rolo de fita crepe e que, na realidade, tratava-se de uma bolinha de papel. O próprio presidente Lula comprou as falsas informações dadas pelo SBT e disparou publicamente contra Serra. No dia seguinte, a Rede Globo e o jornal Folha de São Paulo desmentiram o SBT e apresentaram imagens que comprovavam a agressão sofrida pelo candidato do PSDB. Toda essa sucessão de fatos, permite que o cidadão comum desconfie (e muito) do que realmente aconteceu no gabinete oficial da presidência da república na tarde daquela quarta-feira, 22 de setembro de 2010.
Mas vamos sair da esfera especulativa. Durante o penúltimo debate entre os presidenciáveis, quando acusada por José Serra de estar privatizando o pré-sal, a presidente eleita Dilma Rousseff foi muito clara ao afirmar que havia dois momentos distintos: “antes e depois do pré-sal” e que “antes havia uma regra que valia para o petróleo de baixa qualidade extraído no Brasil”. Foi assim que ela tentou justificar o modelo estatizante do atual governo. O que dizer agora com relação ao banco PanAmericano? Será que o governo viu no banco falido uma espécie de “bilhete premiado”, tal qual o pré-sal, justificando a estatização de 49% da instituição? Isso sem falar nos riscos que o governo corre, tornando o capital público (no caso a Caixa Econômica Federal) refém da parcela majoritária privada (o Grupo Sílvio Santos). Sem precisar dizer muito, podemos concluir que trata-se de irresponsabilidade e improbidade na administração do dinheiro público.
O que pensará o miserável trabalhador brasileiro que passa a vida numa peregrinação para conseguir um empréstimo para comprar uma casa própria ou para montar seu pequeno negócio e, na maioria das vezes, sequer recebe a atenção dos gerentes dos bancos e das instituições dos governos? É simplório demais pensar que isso passará impune quando, todos os domingos, ele ver o magnata paulista em seu programa de TV, sacar dinheiro do paletó e jogar para a plateia bradando: “Quem quer dinheiro?!” Será que a humilhação e a falta de vergonha na cara estão definitivamente institucionalizadas no Brasil?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
PEGADA FORTE

NOJO DE DEUS

Não sou lá de me envolver com religiões. Mas no último livro da Bíblia – o Apocalipse – tem algo escrito que acabei achando muito parecido com a politicagem exercida lá pelas bandas de Brasília.
Senão, vejamos: “... porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” – 3:16. Cruz credoooo Vanilda Cruz! O Senado acabou de atender, mais ou menos, a pressão da sociedade aprovando o projeto Ficha Limpa. Temos ainda motivos de sobra para desconfiar da eficácia deste projeto por causa da desinteligência inescrupulosa e, até, criminosa de nossos insensíveis legisladores.
Causam nojo a Deus os cristãos que vivem na omissão diante de decisões a serem tomadas. Ao cidadão consciente também causa nojo a omissão das autoridades políticas diante do sangue que escorre livremente pelas casas e ruas do Brasil.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A SINUCA DE BICO NA POLITICA BRASILEIRA

Uma notícia assombrou os brasileiros nos últimos dias: a possibilidade de vermos ressurgir a famigerada CPMF já nos primeiros dias de governo da presidente mollusquinha. O imposto, disfarçado de contribuição, foi derrubado pelo Senado Federal em dezembro de 2007, após vigorar por 10 anos, em uma votação que entalou uma das maiores derrotas políticas na goela do presidente molluscão. Talvez, por nunca ter se conformado com isso, esteja declarando apoio à possibilidade de recriação dessa excrescência tributária.
Como sempre, o presidente molluscão se comporta como um profundo desinformado, um iludido quanto à trupe palaciana que o cerca. Essa história de recriar a CPMF, que vem à tona já na primeira semana pós-eleição, nada mais é que um instrumento de chantagem, uma espécie de estelionato político. Essa primeira cama de gato para a presidenta mollusquinha está sendo orquestrada pelos governadores eleitos da própria base aliada, liderados pelo PMDB e pelo PSB, os dois grandes vitoriosos nas eleições majoritárias estaduais.
A matemática é simples. Em 2008, o deputado federal Pepe Vargas, do PT do Rio Grande do Sul, fez uma maquiagem na extinta CPMF e apresentou um Projeto de Lei Complementar visando reinstituí-la sob o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). O PLC foi aprovado na Câmara dos Deputados, com margem apertada, em junho do mesmo ano. De lá seguiu para o Senado, onde aguarda votação. Já em 2009, o PMDB começou a pressão, com apoio do PSB, pela formalização de um nome do partido para vice na chapa da mollusquinha, culminando com a indicação do parasita insipido Michel Temer.
Durante a campanha, mollusquinha recebeu o apoio frontal de nomes fortes dos dois partidos em 11 estados, em especial o de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e de Renato Casagrande no Espírito Santo, ambos com vitórias acachapantes, e dos aliados socialistas e peemedebistas do nordeste capitaneados por Cid Gomes no Ceará e Eduardo Campos em Pernambuco. Juntos, os governadores eleitos pelo PMDB e PSB, somaram quase 20 milhões de votos nas urnas, o que, em tese, representam 35% dos votos que elegeram a petralha. Além, é claro, dos 19 senadores (¼ do Senado Federal) e dos 113 deputados federais (22% da Câmara) eleitos pelas duas legendas.
O que isso significa? Com tamanho dividendo eleitoral, PMDB e PSB, além da vice-presidência da República, querem muito mais espaço no próximo governo. Em “politiquês” claro: querem mais ministérios, cargos e estatais. Isso sem falar nas ambições políticas de eleger Sérgio Cabral como “presidente olímpico” em 2014, o que inviabilizaria uma aliança numa possível tentativa de reeleição da mollusquinha. Como ela de vez em guando pensa, vem afirmando que irá compor seu governo com perfis que consigam aliar técnica e política e que não tenham passado sujo ou enterrado nos lamaçais dos escândalos(se levar a ferro e fogo,com o passado que tem... nem ela fica). Isso caiu como uma bomba na cabeça do PMDB, o bonde onde tudo cabe.
Daí acompanhamos a sucessão de fatos correlatos: Temer de bico torto nos dias seguintes à vitória; reunião urgente de governadores aliados; estado de sítio nos partidos menores; o presidente do Senado, José Sarney, afirmando que o imposto pode ser recriado pelos senadores; e a oposição, liderada pelo garoto esperto senador eleito Aécio Neves, paquerando parlamentares da base aliada. Na percepção dos movimentos e considerando a recriação da CPMF como uma medida extremamente impopular e que custaria um preço alto demais ao novo governo, nada melhor que usá-la como peça de uma chantagem política que funcionará assim: “ou ganhamos mais ministérios, estatais e cargos ou aprovamos a CPMF e ferramos seu governo logo de cara!”
E não vai parar por aí. Daqui algum tempo, e de olho nas possibilidades olímpicas de Sérgio Cabral, ressurgirá a ideia de acabar com a reeleição e voltarmos aos mandatos de 5 anos. É o poder democrático das urnas! E a situação já está ficando tão séria, que o presidente molluscão veio a público, subitamente, utilizando pronunciamento em cadeia de rádio e televisão no horário nobre, para mandar seu recado de insatisfação disfarçado de discurso em nome da beleza do processo eleitoral. Engana-se quem pensa que era um recado para a oposição da vitória adiada(nunca derrotada)...rsrs. O alvo pretendido era mesmo a base aliada: os governadores, senadores e deputados vitoriosos que já começaram a disparar o famoso “fogo amigo”.
Apesar da base aliada ter conquistado ampla maioria na Câmara e no Senado, ninguém disse que mollusquinha teria vida fácil em seu governo. Creio que será o extremo inverso. Tal qual uma Cleópatra tupiniquim, mollusquinha está dormindo com o inimigo e corre o risco de ter o mesmo fim da rainha egípcia: morrer picada por uma serpente Resta saber se será uma cascavel socialista ou uma surucucu do bonde parasita do Temer.
