sexta-feira, 3 de outubro de 2008

LULU SANTOS::TEMPOS MODERNOS

SEGUNDO TURNO:: JA

Em época de eleição, a sociedade se agita e é agitada por um sem-número de partidos políticos e candidatos que despejam promessas, conflitos, debates e ofensas onde deveriam ser semeados propostas, diálogos, projetos e análises críticas. Lembrei-me de quando morava no interior e, nessa época, tínhamos a disputa do vermelho contra o amarelo tal qual as disputas do Boi Caprichoso e Garantido. Lá, as pessoas nascem e crescem em um determinado “P” e o defendem até a morte. Não se interessam em analisar propostas, discutir idéias e nem mesmo em saber quem são os candidatos, apenas que cor eles vestem. Pensei um pouco melhor, e, sinceramente, não estou convencido de que esta é uma prática apenas do interior. Por algum tempo me questionava se a política emburrece as pessoas ou se determinadas pessoas emburreciam a política. Como se pode conceber trocar votos por vale–gás, reduzir pessoas a estigmas políticos por meio de perseguições e privilégios? Como se pode ainda hoje votar no candidato mais bonito, na melhor música de campanha? Ainda bem que proibiram os shows políticos.

Todo ano eleitoral é a mesma coisa: horário político na mídia? Perda de tempo pra alguns, ladainha pra outros. A verdade é que muitos de nós ainda nos comportamos como crianças quando o assunto é política. Crianças mimadas que querem presentes ou crianças que não conseguem se adaptar e se abrir para ouvir o que o outro tem a falar. Criança não tem responsabilidades com a política, mas também criança não vota.
Política é coisa de gente grande, e de gente inteligente. Até quando vamos nos comportar como escravinhos do Senhorio que manda e desmanda, deita e rola sobre nossas costas cansadas de trabalhar e que, mesmo assim, não garante nosso sustento no fim do mês? Precisamos nos conscientizar que nem só do trabalho viverá o homem, mas também de toda a economia, estrutura social, segurança e oportunidades que possam nos trazer a dignidade e a qualidade de vida que tanto sonhamos e esperamos ter.

Em um contexto em que muitas das promessas políticas viram folclore, temos que redobrar nossa atenção e investigação para que nossas próprias expectativas não virem lendas nas mãos de políticos despreparados e pouco comprometidos com a causa a qual dizem defender. E, para isso, devemos assumir o controle dessa situação e parar de chorar os desastres na administração pública e de lamentar a corrupção que está nos cenários do poder. A responsabilidade é de cada um e agora novamente temos a oportunidade de escrever as próximas páginas da nossa história. Para isso, podemos começar fazendo-nos algumas perguntas. O que é a política pra você? A política é comércio ou responsabilidade social? O que você espera de um político?

Agora, não tenho a intenção de dizer qual é o verdadeiro significado da política, não quero “educar” o leitor sobre como proceder nas eleições. Apenas sugiro que todos nós pensemos sobre o que esperamos da nossa sociedade, o que esperamos viver nos próximos anos e que tipo de futuro estamos construindo. Não nos esqueçamos que os políticos nos devolvem o que nós damos à política. Se nós votamos sem responsabilidade, sem análise, sem compromisso, é na mesma moeda que receberemos dos nossos eleitos.

E domingo está chegando. É hora de votar. Todos os candidatos mostraram suas armas e propostas. Muitas dessas armas, sabemos, estão enferrujadas, sem qualquer poder de fogo. Falo da arma da competência, da modernidade, da vontade. Assistimos pela televisão, durante a propaganda eleitoral, ótimos projetos que deram certos em outros estados e que nos prometeram levar para o rio. O povo está mesmo precisando de projetos criativos, está precisando ver sua cidade crescer organizada e com perspectivas de uma vida melhor e saudável. O povo está precisando ver sua prefeitura atuante, com gente nova e com vontade de trabalhar para esta cidade maravilhosa.

Por isso os eleitores vão levar a decisão para um segundo turno. Pela grandiosidade do Rio De Janeiro, é preciso que essa eleição seja decidida somente no dia 26 de outubro. E que o novo e moderno prefeito comece a se preparar para colocar em prática tudo aquilo que vimos pela televisão.

bjks da van

MEDO

Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: Para mim, ela nada mais é que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido, com arma em meu estômago. Não temo perder bens materiais, porque já os perdi muitas vezes e nunca fui ligada a eles. Não tenho medo de perder entes queridos, pois sei que todas as chagas um dia cicatrizam e fica apenas a saudade. Não temo a solidão, pois gosto muito de minha companhia. Não temo luta alguma, pois, embora pacata, tenho alma de guerreira.

Mas temo as pessoas que não me olham nos olhos. Elas são perigosas, pois são falsas. Temo as pessoas infelizes, que vivem amarguradas, sempre queixando, sem o deslumbramento diante da vida, pois costumam ser cheias de fel e derramam o seu veneno por onde passam. Temo as pessoas cheias de si, pois sabem enganar aos tolos com palavras empoladas e pose de reis. Temo as pessoas usurárias, pois vivem em torno do próprio umbigo. Temo, também, as pessoas que ficam “em cima do muro”, sem jamais se posicionarem

Não temo os animais, pois eles sabem perceber a brandura de um coração humano. Tenho medo dos homens! Da sua arrogância, da sua ambição, da sua hipocrisia, da sua raiva contida, de seus desejos frustrados, da ausência de compaixão e amor, Ah, pode haver coisa mais perigosa que um ser humano, cujo coração é um deserto, sem fontes e plantas? Há coisa pior que o desamor? Ele é o pai de todos os desatinos, de todas as guerras, de todos os relacionamentos mal-sucedidos. O desamor é perigosíssimo. Ele promove a injustiça, a desigualdade, a tirania, o apego, a usurpação das identidades, os preconceitos.

Peço sempre a Deus que perdoe essas criaturas, pois não sabem o que fazem e nem conhecem a si próprias. Entretanto, peço, também, que me livre delas, pois não lhes suporto a vibração.

Hoje, é muito comum escutarmos a frase: “O mundo está um horror!”. Mas não é o mundo. Embora ferida de morte, a mãe-terra continua se doando a seus filhos. Continua em sua órbita, obedecendo às leis do Universo. Todo o horror está no coração dos homens secos, áridos, impiedosos.

Amo pessoas! De toda a Criação o ser humano é o que mais me encanta. Ele é o único capaz de coisas grandiosas. Mas o temo, quando ele perde a ética e vive sem Deus no coração. Quando ele perde o respeito, a dignidade, a esperança.

Entretanto, ainda não perdi a fé, pois, afinal de contas, em todos nós mora a Centelha Divina. Assim, sou uma mulher que ama a vida e vive sem medo, pois não construí minha casa sobre a areia, mas sobre a rocha, e os anjos estão sempre a me visitar. Além disso, procuro espalhar as sementes do Bem e, com certeza, só poderei colher Amor.

BJKS DA VAN

GUILHERME ARANTES::EXTASE

MEU GRANDE AMIGO:FLÁVIO VENTURINE:

VOTO DO BEM::

Neste domingo a esperança tem tudo para brotar de novo na alma do povo da cidade maravilhosa após anos em que se vê enjaulada e na escuridão. E brotará, com toda certeza. Afinal, caberá ao novo prefeito, ao povo, abolir algozes com o cuidado para não repeti-los nunca mais em nossas vidas.

O governo dos velhos prefeitos, será aquilatado pelo povo neste domingo.

Não valerá muito.

Daí, que, naturalmente, seus integrantes estão com medo.

Morrendo de medo de perderem a mamata.

Começando pelo chefe.

Temem o julgamento popular face ao pouco, ao quase irrisório que realizaram diante do tanto que prometeram.

E com razão.

Têm de borrar mesmo.

A gente colhe o que planta.

A verdade é que o povo da cidade maravilhosa viu – como a Carolina de Chico, a vida passar pela janela.

Feia.

Vida sem cor.

Medonha.

Enquanto feito um Pedro esperava.

Esperava.

E esperava pelo trem da bonança.

Trem que nunca veio.

E nem mais virá pelo menos nessa estação.

O atual governo não deverá sobreviver ao júri.

Afinal, é um júri composto por pessoas, milhares delas, que nos últimos tempos foram vistas de cabeças baixas.

Pessoas tristonhas.

Sem auto-estima.

Pessoas com fisionomias carregadas, marcadas pela descrença.

Certamente que nenhuma delas, eu sou uma delas e acredito que você também, deseja continuar vítima por mais quatro anos.

Nem mais por um dia a partir de janeiro de 2009.

Claro que não.

Chega.

Sentimos que é preciso mudar.

Que é preciso arriscar em ser feliz, sem medo.

Que mais do que nunca, é preciso voltar a acreditar no homem público.

E crer que os atuais, que tomam o paço, ainda, foram incidentes em nossas vidas.

E que não se repetirão jamais.

Essas pessoas sentem que chegou a hora de resgatar a crença de que melhorar de vida não é utopia, mas uma realidade que pode ser alcançada quando há sinceridade nessa busca, capacidade e esperança.

bjks da van(vote certo p/ não chorar depois)

TSUNAMI DA ECONOMIA A MERICANA::

É preocupante a situação das bolsas de valores no mundo inteiro, atingidas pelo tsunami da combalida economia americana – com seus subprimes imobiliários -, que se espraiou provocando acentuada queda no valor das ações, com US$ 1 trilhão de perdas só na última segunda-feira, segundo depoimento do presidente George W. Bush.

Com as burras do Banco Central cheias de dólares, o presidente Lula – com seu estilo folgadão(so não e mais por falta de espaço) – sinalizou estar tranqüilo, embora haja já algumas dissintonias na equipe econômica, requerendo cautela num momento tão conturbado como o atual. Alinho-me a essa corrente mais conservadora, principalmente porque não somos uma ilha independente e auto-suficiente, que prospera enquanto os demais países sucumbem. Integramos um sistema financeiro mundial bastante complexo.

O investidor deve ter consciência de que uma coisa é a economia virtual – onde papéis trocam de mãos, muitas vezes com preços irracionais -, outra é a real, onde as empresas continuam funcionando, normalmente. Por isso, a busca de informações seguras sobre decisões que possam impactar o mercado bursátil deve ser uma prática rotineira. Principalmente sobre as votações no Congresso Norte-Americano, quando o Senado daquele país resolveu reexaminar o projeto de socorro ao mercado financeiro, de US$ 700 bilhões, rejeitado pela Câmara, o que reacendeu as esperanças de solução para a crise.

Numa hora dessas, ganha quem tiver sangue frio. Lembro-me, nessas circunstâncias, do meu professor de Mercado de Capitais, dando-nos “dicas” de como investir nas bolsas de valores: seja sempre o soldado com o passo errado na tropa. Em outras palavras, queria ele dizer: se todos vendem, compre. Se todos compram, venda...

É oportuno relembrar, também, a milenar filosofia chinesa contida no ideograma que simboliza a palavra crise. Ele é composto de dois outros ideogramas, que simbolizam ameaça e oportunidade. De forma sábia, resumem os orientais que, nas crises, enquanto muitos são ameaçados e perecem, outros tantos aproveitam as oportunidades e têm lucros vultosos. Não se esqueça disso, caro amigos, para não ser vítima dos especuladores profissionais...


bjks da van