domingo, 18 de abril de 2010

TRAIÇÃO

Quando se fala em traição geralmente todos pensam na relação homem/mulher. Esta dói, mas há outra que dói muito mais: a traição da pessoa que você considerou por muito tempo seu amigo.

Durante anos você teve o coração sempre aberto para esta pessoa; teve saudades com a distância; viveu tristezas e alegrias juntos; caminhou com ela por todos os caminhos. Muitas vezes foi prevenido contra este amigo, mas seu coração, tão pleno de amor, sempre teve uma palavra para defender o amigo querido.

Os anos se passam e um belo dia você é apunhalado por aquele que sempre esteve em seu pensamento como sendo um verdadeiro irmão. E, agora? O coração sangra, a mente fica confusa, o sono não vem... Como é possível? Você sempre se entregou sem reservas... Quis contar-lhe todas as vitórias e derrotas!

Entretanto, havia sinais que você não queria ver. Ele nunca punha os olhos em seus olhos e sempre que você lhe contava sobre sonhos a serem realizados, fatalmente estes não aconteciam. O fato se repetia, mas sua alma, que só abrigava ternura, não conseguia acreditar. Era por demais terrível!

A Bíblia, não me lembro em qual livro, nos aconselha a sermos mansos como cordeiros, mas ter a prudência da serpente. Você ignorou completamente a segunda parte... Agora, procura recolher os cacos de si mesmo e aprender a viver sem aquela pessoa. É necessário expulsá-la definitivamente, pois quem trai uma vez haverá de trair outras.

Brutus continua vivo e sempre com o punhal na mão. Pessoas, entretanto, que acreditam na bondade do ser humano, na sua capacidade de crescer espiritualmente, costumam ser surpreendidas por atos como estes.

Jesus também foi traído e por discípulos que amava. É traído todos os dias por milhares de criaturas que vivem por caminhos tortos. Que, ao invés de cultivarem o Amor, a ternura, o perdão, o acolhimento, preferem alijar de suas vidas estes sentimentos e conviver com o veneno da mágoa, do ressentimento, da inveja. Esta é uma carga pesada e o indivíduo que é movido por estes sentimentos toma ele próprio a cicuta que o levará à morte espiritual.

É preciso que estejamos sempre atentos! Devemos amar, mas evitar a convivência com pessoas que não têm sintonia conosco. Porque primeiro devemos amar a nós próprios: esta é a lei Divina. Além disso, devemos prestar atenção aos sinais e aos avisos de nosso Anjo da Guarda. Ele sempre segreda em nossos ouvidos quando o perigo se aproxima.

Não negue o seu perdão, a sua complacência, as suas orações por esta criatura, mas fuja dela. Ela nada tem a acrescentar-lhe! Amizades verdadeiras são laços eternos que suavizam a existência; são elos que desconhecem espaço e tempo. Ah, os amigos! Como são importantes em nossas vidas! Entretanto, é preciso separar o joio do trigo. Costumo dizer que a amizade é um sentimento muito mais forte e duradouro do que a paixão que arrebata um casal. Esta é como um fogo que se consome. Se o companheiro ou companheira não for, antes de tudo, um amigo verdadeiro, o laço sempre está fadado ao rompimento.

Digo, porém, como o admirável Chico Xavier: prefiro ser ofendida a ofender; prefiro ser o sacrificado do que aquele que sacrifica. Antes ser o torturado que o torturador. A vida terrena é muito breve. Uma chispa apenas na Eternidade. Não vale a pena sofrer por quem nunca mereceu o nosso amor. É nosso dever sermos felizes e plenos. Para isto Deus nos criou. Portanto, é melhor esquecer aquele que, de fato, nunca foi seu amigo.

Uma coisa é certa: a caminhada será muito mais suave sem esta criatura em sua vida. E a dela será pesada porque um dia tomará consciência da verdade e carregará o terrível peso da culpa pela injustiça cometida. BJKS

domingo, 11 de abril de 2010

VOTO LEGAL

Dez ministros, dez governadores e centenas de secretários estaduais e municipais, além de outros políticos que exerciam funções de confiança nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal –, deixam os cargos nesta semana com a finalidade de concorrer às próximas eleições. Serão candidatos a presidente da República, governador de Estado, senador e deputados federal e estadual. Alguns concorrerão a vice dos cargos majoritários e a suplente de senador. Essa debandada abre a chamada temporada de caça ao voto, onde os candidatos e uma legião de cabos eleitorais baterão à porta do eleitor em busca de sua preferência.

É chegada, pois, a hora crucial do cidadão comum exercer a sua influência na vida nacional. No dia 3 de outubro, ele poderá votar em alguém que corresponda aos seus reais interesses para ocupar a presidência da República, o governo do seu Estado e as cadeiras das casas legislativas. E, se não o fizer, só terá outra oportunidade dentro de quatro anos, pois os eleitos ganham o direito de representá-lo por todo um mandato, atendam ou não os seus interesses e expectativas.

O voto, segundo definem cientistas políticos, é um cheque em branco que o povo oferece aos candidatos eleitos. Por essa razão é que o cidadão comum deve acompanhar as atividades de seus governantes e dos parlamentares para, na hora em que estas surgem buscando o voto para uma nova jornada, saber se merecem ou não ser reconduzidos aos Temos convivido no Brasil com uma situação altamente incômoda. O povo, frustrado com a corrupção e a impunidade reinantes, não se interessa por política e, assim sendo, não consegue votar conforme seus próprios interesses. Quando ocorrem problemas, em vez de servirem para a reflexão popular, ocorre o verdadeiro massacre de uns poucos personagens mas não se busca a causa e a sua solução. Via de regra, até os culpados dos grandes escândalos acabam impunes, protegidos pelo repugnante corporativismo classista e pela elevada gama de recursos defensivos.

Em vez de criar a sinistrose nacional e levar o povo a odiar todo ocupante de cargo político quando ocorrem problemas como os mensalões, os sanguessugas, o dinheiro na cueca e outros tão divulgados nos últimos anos, as lideranças da sociedade deveriam promover a discussão dos fatos e o oportuno esclarecimento da opinião pública. De nada adiantará pregar por pregar ao povo o ódio indiscriminado e genérico aos políticos. Pelo contrário, há que se envidar todos os esforços para separar o bom do ruim e colocar na cabeça do eleitor que, mesmo não gostando da classe, o pais, o estado e o município são governados por políticos. Ignorá-los é entregar tudo, via de regra, aos maus políticos.

Antes de votar ou deixar de votar em algum candidato, o mais importante é o eleitor saber o que ele já fez no passado e quais suas propostas para o futuro e verificar se essas duas vertentes estão de acordo com os seus próprios interesses. O resto tudo é marketing, maquiagem, fantasia e enganação. Não se deixe levar pela propaganda enganosa e traiçoeira...
BJKS DA VANN

VERGONHA NACIONAL

Venho falando há anos da irresponsabilidade, para dizer o mínimo, do poder público, no que diz respeito à ocupação de áreas de risco em nossas cidades. Tenho denunciado repetidas vezes o descaso de nossas “autoridades”, que autorizam a construção de moradias em lugares que jamais poderiam comportar benfeitorias.

Com mais uma grande tragédia, aqui no Rio de Janeiro, que tem suas encostas despencando com chuvas torrenciais, causando a morte de centenas de pessoas que moram naqueles locais de alto risco. Mais pessoas, em nível nacional, têm denunciado a má adminstração pública das áreas de risco, como geólogos, ambientalistas, ecologistas, etc.
Repórteres da televisão foram verificar como está a situação nos locais onde já aconteceram tragédias nos últimos anos, em nosso Estado , e o que foi constatado é que não só não se fez nada, como as construções em áreas perigosas continuam.
A verdade é que é crime o que vem acontecendo, pois o poder público de nossas cidades não faz nada para coibir a ocupação de áreas que não devem ser usadas para construir residência. E mais: como no caso daqui do Rio, o próprio poder público fez pior, depositando lixo na encosta do morro, por muito tempo, transformando a área em lixão e depois autorizando que as pessoas usassem a área para morar.

As pessoas estão morrendo, vítimas de deslizamentos de encostas, estão sendo feridas e perdendo tudo porque não foram impedidas de ocupar lugares proibidos.
E não me venham dizer que não é isso, pois nesses lugares há luz, água, há urbanização e não é de duvidar que as pessoas ali estabelecidas estão pagando IPTU.
Então os administradores que permitiram as ocupações ilegais deveriam ser responsabilizados.
Esperemos que, pelo menos daqui para a frente, isso seja corrigido. E que a médio prazo, aqueles que já estão nas áreas de risco sejam realocados. Para que não aconteçam mais tragédias como as que está acontecendo aqui no Rio e como as que aconteceram em Itajai, Blumenau e em outras cidades.
E, cá para nós, que os políticos não queiram colocar a culpa também na natureza. O que está acontecendo é apenas resultado do pouco caso e desrespeito do ser humano para com o seu meio ambiente e da incompetência em administrar.
BJKS DA VANN

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A mudança é a evidência de vida. É impossível crescer sem se transformar. As pessoas que não conseguem mudar de mentalidade não conseguem mudar nada. A verdade é: a vida está sempre em algum ponto de mutação.

O que as pessoas querem é o progresso, desde que o obtenham sem mudança. Impossível! É preciso mudar e reconhecer que a mudança é nossa grande aliada. O indivíduo que nunca muda de opinião jamais corrige seus erros. O fato é que o caminho do sucesso está sempre em construção.

A fórmula de sucesso de ontem em geral é a receita do fracasso

de amanhã. Reflita no que Thomas Watson, fundador da IBM Co., disse: “o mercado mundial tem capacidade para cerca de cinco computadores pessoais”. Onde estaria hoje a IBM se o Sr. Watson não estivesse disposto a mudar?

Não se pode vir a ser aquilo a que se está destinado, permanecendo aquilo que se é. John Patterson disse: “Só os tolos e os mortos não mudam de mentalidade. Os tolos não mudam. Os mortos não conseguem”. Se você não leva em consideração a necessidade de mudança, pense nisto: quanta coisa você já viu que mudou só no ano passado? Quando você se transforma, as oportunidades se transformam. O mesmo tipo de pensamento que o levou onde você está, não o levará necessariamente aonde você quer ir.

“Não tenha medo da mudança, pois ela é uma lei imutável do progresso”
Não tenha medo da mudança, pois ela é uma lei imutável do progresso. O homem que emprega métodos de ontem no mundo de hoje não estará mais no mundo dos negócios amanhã.


Quando se rompem tradições e modelos, surgem novas oportunidades. Defender seus erros e suas faltas apenas prova
que você não tem intenção nenhuma de abandoná-los. Todo progresso se deve àqueles que não ficaram satisfeitos com o “assim está bom”. Estas pessoas não tiveram medo de mudar. A mudança não é nenhum inimigo – é sua amiga
BJKS

terça-feira, 30 de março de 2010

TEXTOS

Como eu acredito que muita gente terá um primeiro contato com o que escrevo e sobre o que escrevo, é conveniente, pelo menos no que diz respeito à minha opinião, a exposição do que penso sobre o 'escrever'.

Escrever é magnífico. Expressa o mais puro reflexo da alma. Juntar palavras que podem instigar sentimentos e/ou gestos vivifica. Faz-me sentir uma constante nos sentimentos momentâneos pessoais de "estranhos".

Particularmente, eu gosto de brincar com um possível subjetivismo das palavras numa frase, da frase numa estrofe, e da estrofe num texto. E isso, já se faz subjetivo por natureza. Imaginar que as pessoas irão sempre alcançar meus objetivos propostos através de uma casca subjetiva tem uma aparência meio confusa.

Há tempos, comecei a escrever em um blog meus pensamentos e opiniões pessoais sobre alguns assuntos vigentes no mundo e na sociedade atual. Isso me levou a tomar algum gosto por escrever e me submeter a críticas por tal coisa. Apesar de alguns amigos acharem o fato meio evasivo. Na verdade, é muito evasivo mesmo... Acredito que quando escrevo, mostro o 'eu' de meus pensamentos da forma mais intensa possível. É um nu espiritual.

O que separa grandes escritores de meros "dizentes" é o fato de que poucos têm o dom de se mostrarem tão apreciáveis em sentimentos e idéias. Outros escrevem bem, mas não conseguem tocar este tão cobiçado ponto médio entre a razão e o sentimento. Também, não é de se assustar. Vivemos numa cultura, ou melhor, na ausência dela. O brasileiro acustumou-se a ceifar sua cultura na grandes emissoras de televisão e nas revistas de fofoca e, em vez de procurar um bom instrumento de reconstituição intelectual com bons livros, jornais e revistas, acabam por lotar igrejas pedindo um perdão de uma pecado que, muitas vezes, é fruto da sua falta de informação. Um pecado redundante e interminável.

Escrever é tão visceral quanto o ato de respirar ou comer para se manter vivo. Recebo informações de meus sentimentos e através de um metabolismo confuso e inexplicável quebro essas informações tão cheias de espírito e moldo à maneira que convém ao que quero causar ou fazer imaginar. Gosto de brincar com os sentimentos interpretativos das pessoas. Escrever coisas bonitas esperando ser aplaudido por demonstrar algo tão próprio e único e ser criticado por não viver tal coisa, quando, na verdade, apenas quero falar de coisas que passamos por cima todos os dias sem nenhum encargo de consciência. O não-procurar entender, mesmo que de forma equivocada os porquês de um outro alguém. Os motivos. Mas, pensando bem, pra que perder tempo quando nossos dogmas ainda explicam quase tudo.

Quanto à estrutura de um texto, aprecio muito a forma modernista de escrever. Mas não há nada mais perfeito em sentimentos que o romantismo-parnasiano (por que não?). Um texto deve ter a sutileza de uma brisa sobre um rosto em lágrimas e o ar robusto da falta de compromisso com regras. Ora! Tratando-se de um sentimento de plena pureza, ele não precisa e nem deve advir de inúmeras regras.

Sou um eterno apaixonado pela condição humana... pela condição de ser um pensamento banal por culpa (e/ou por regras).

Minha leitura favorita é a que tenho em mãos. Mas existe um grande "sujeito" (com todo o perdão pelo uso de tal palavra) que gosto muito de ler. Rubem Braga. Não existe vida literária sem um escala nos pensamentos desse eminente ser. Existe sim uma visão do antes e depois de ler, por exemplo, 'Um Cartão de Paris' ou 'A Borboleta Amarela'. Se eu pudesse dar conselhos a alguém, diria para ler de tudo da forma mais depravada possível! Sem 'pré-conceitos', que, muitas vezes, são criados por nossos educadores. Não há nada mais puro que se guiar por afeições literárias.

Expressar despudoradamente sentimentos e opiniões é virtude de poucos. Quem sabe um dia eu consiga fazer isso. Ainda me prendo a alguns conselhos que, apesar de considerar inúteis à minha razão, uso! Não sei explicar o motivo. Mas uso!

Eu não escrevo o que penso. Escrevo o que sinto... Nem sempre pensamos acerca do que sentimos. Mas sempre sentimos o que pensamos. A conveniência das situações nos faz ser mais ou menos racionais.

Eu vim do hoje... Vou para daqui a pouco... Apesar de que sempre desejei ter vivido como uma mulher do Renascimento. Ter vivido e sentido o renascimento do instinto do humano belo. É o que falta na consciência humana. A consciência que o belo pode emanar de seu enriquecimento intelectual. Sentir e viver para um hoje sem culpas.

Tudo é vida onde há harmonia... A harmonia de versos que não remontam a um "macerado" de carne, mas da probabilidade de se juntar palavras numa frase, de uma frase numa estrofe, da estrofe num texto e do texto em sua compreensão e tradução da alma nua de um escritor.

E já abusando da minha não-condição de dar conselhos, digo-vos (por que ênclise e não próclise? Mera estética! Mas, voltando ao assunto...) que Escrevam!!!

Que utilidade tem o papel que embrulha seu pão se você não escreve nele?

Bjks da Vann

Dj

Ser DJ é um dom. Ninguém vira DJ de uma hora para outra simplesmente fazendo um curso ou comprando o equipamento (CDJ-mixer).

Ser DJ é muito mais que isso. É responsabilidade musical, técnicas, conhecimento de som, estar antenado SEMPRE com o mundo musical e muita vontade de divertir... os outros!

Ser DJ ou não ser DJ, mais do que uma questão filosófica, é ser um artista também. É claro que, como em qualquer meio, existem aqueles que carregam o nome de DJ, mas apenas para glória pessoal, reconhecimento em nossa sub-cultura, e não pelo puro motivo de fazer uma pista reconhecer sua arte.

O que está acontecendo e sempre aconteceu no Brasil e principalmente aqui no RIO DE JANEIRO é que tem pessoas que estão acabando com a classe DJ da cidade, por motivo de usar o trabalho como uma aventura só para aparecer, cobrando um valor baixo impróprio isso para estar naquela festa ou evento e aparecer na mídia.

Um candidato a DJ consegue analisar a música, sentir a música e seus arranjos. Se emocionar, literalmente, quando uma batida, um vocal ou um arranjo tocar nos seus ouvidos.

Então, vai um dica pra quem está começando e quer mesmo trabalhar como um DJ profissional e não só para aparecer: primeiro tem que se valorizar, fazer um trabalho bem feito. O importante é saber se você quer ser DJ realmente ou apenas se interessa em colocar músicas do churrasco de quintal do amigo do seu primo!

Corra atrás de pessoas ligadas ao ramo, fique ligado nas tendências musicais, não é só pegar um top10 e sair tocando por aí... Aprenda na teoria e faça a prática com muito carinho e responsabilidade!

Músicas te lembram momentos, fazem você viajar em outros momentos... Você consegue analisar sentimento na batida. Consegue visualizar as feições da música. Você se sente um verdadeiro idiota porque só você vê isso na música.

Treinoooo. Muito treino e dedicação. Demora um pouco, mas se consegue.

Bjks da Vann

segunda-feira, 29 de março de 2010

PECADO RASGADO ABAIXO DO EQUADOR

Mesmo em pleno século XXI, com a gente conhecendo, entendendo e apreciando pacas os corpitchos que Deus nos deu, ainda aparece neguinho disposto a nos dizer como devemos nos posicionar e nos comportar durante o relax mais melhor de bom do mundo, o ato sexual, que para nós humanos é o momento sublime em que homem e mulher conseguem se tocar na alma.

(Ôrra, ô louco, matei a pau!).

O mais novo palpiteiro do pedaço é o doutor Edir Macedo, carro-chefe da Universal do Reino de Deus. Depois de encher as burras de dinheiro, ele resolveu cuidar do sexo dos anjos e das pessoas, principalmente daquelas que rezam em sua cartilha.

A cartilha, no caso, é o livro ‘Castigo Divino’, que acena com a queima no mármore do inferno para quem ‘nhanhar’ fora da posição papai e mamãe, e sem lavar as partes com um litro de água corrente, misturada com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.

Mais: após penetrar a mulher, segundo as pesquisas celestiais do doutor Edir Macedo, o homem não pode encostar o peito nos seios dela, que é para não desconcentrá-la, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor, freneticamente e a plenos pulmões, para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide.

(Felizmente, pelo menos por enquanto, esperma e óvulo não correm risco de excomunhão, pela cara-de-pau de gerarem uma nova vida sempre que se encontram).

Depois do ato, nadica de nada de virar pro lado e puxar a palha: os dois devem ajoelhar e orar, pedindo perdão ao Senhor pelo prazer proibido do orgasmo.

De quebra, doutor Edir sugere o açoite com vara de bambu como forma de purificação. Ou, talvez, como forma de castigar o egoísta que gozou sozinho. Ruim pra gente, porque podemos ser, legalmente, quebrados no pau sempre que relegarmos o orgasmo da parceira.

Ai, Jesus!

Se no papai e mamãe é assim, imagine a visão do doutor Edir Macedo para aquela posição comumente adotada pelo resto da bicharada. Aí o bicho pega.

O cara que faz tipo cachorrinho com sua parceira, “fica com a alma amaldiçoada e fétida”. Eca!

O chamado sexo oral, aquele por telefone, nem pensar. Segundo doutor Edir, boca é só para falar, ingerir alimentos e apreciar os sabores. Além disso, a mulher não engravida e o homem fica com uma baita distensão na língua...

Quanto a operar pela rabiola, senhores amigos e senhoras amigas, nem que a vaca tussa. Segundo doutor Edir, quem se meter a besta, inclusive com o argumento besta de que casou no padre e no civil, vai dar com os costados nos quintos. Principalmente se o ato for homossexual. “O passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno”, confirma ele.

Neste caso não tem litro de água corrente, vinagre e sal grosso que valham o crente: doutor Edir é categórico: “a pessoa que sodomiza ou é sodomizada se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado”.

Arre égua! O bagulho e doido, sinistrão.

Alguns internautas que deram uma xeretada na obra do doutor Edir Macedo, chegaram a conclusões muito doidas: “Ou nos veremos todos no inferno ou vai faltar bambu no mundo”; “Se alguém precisar de bambu, lá em casa tem mas eu não uso”; Sal grosso e vinagre??? Vai transar ou vai fazer churrasco?”; “Ok, te vejo no inferno!”...

E você, amigo? Que acha? Doutor Edir obrou muitíssimo bem ou muitíssimo mal? rsrs

BJKS