quinta-feira, 30 de setembro de 2010

VENDEU A ALMA AOS DIABOS

Causa perplexidade geral ter a chefe da Casa Civil da Presidência da República sido demitida na reta final da campanha eleitoral sem que isso haja produzido a consequência natural de um escândalo dessas proporções na popularidade do presidente "contador de história", que a nomeou, nem feito cair do topo da preferência eleitoral sua candidata terrorista, que a patrocinou. A falta de proporção de causa e efeito em episódio dessa relevância não se deve apenas à credulidade popular, capaz de aceitar que Lula "contador de história" não assuma a responsabilidade dos atos de sua principal assessora e que Dilma terrorista se exima de culpa pela ascensão de uma funcionária incapaz de subir na vida por méritos próprios, que ninguém imagina quais possam ser.

É o caso de buscar outras razões para a baixa interferência na preferência do eleitor de notícias de recebimento de propinas ("taxas de sucesso") pelo filho de Erenice Guerra em gabinete a poucos metros do de Dilma terrorista, no Palácio do Planalto, onde o chefão "contador de história" dá expediente. Será o caso de admitir que o pleito de 2010 esteja decidido há muito tempo e que será quase impossível mudar tais desígnios?

Afinal, a gravidade das acusações que emergiram contra o "mafioso" clã Guerra, que não teriam como não macular a imagem da terrorista, supera, com larga vantagem, a das que derrubaram Richard Nixon nos Estados Unidos e Fernando Collor" o caçador de marajá" no Brasil e levaram à prisão do corrupto José Roberto Arruda, que ainda provocou o naufrágio de seu partido, o DEM, da aliança de oposição.

Se assim for, isso se deverá à percepção de Luiz Inácio Lula da Silva "o contador de história" sobre a realidade social e o panorama eleitoral no Brasil real, que domina. Ele mesmo foi a primeira vítima de uma avalanche que, em 1989, se identificou nos dois eles de Collor em verde e amarelo e inverteu as ancestrais relações de hierarquia da política nacional, ao promover aquilo que o último coronel mineiro, Chichico Cambraia, definiu como "estouro da boiada": ao votar no "caçador de marajás", o rebanho pulou cerca e porteira do curral e, para não perdê-lo de vista, os "pastores" saíram correndo atrás. Nesta e em mais duas eleições seguidas perdidas depois, Lula "o contador de história"aprendeu que é e quase impossível ser eleito presidente da República brasileira sem alianças de peso.

E, se extraordinariamente isso ocorrer, nunca será possível governar sem a adesão de grupos poderosos que mandam desde antanho e para sempre nos hoje repovoados currais de votos. Prova-o a defenestração de um dos raros que realizaram a proeza: Collor tentou presidir sem o Congresso, que logo reagiu depondo-o.

Tendo participado da derrubada do adversário que o derrotara, o presidente "contador de história" foi aprendendo ao longo dos anos que ganhar e governar um país deste tamanho exige partilha do pudim.

Tentou, antes, sem sair da própria esquerda, ao atrair o Grande Homem Leonel Brizola para sua chapa, mas deu com os burros n'água. Aceitou, então, aliar-se com o saco dos gatos gulosos do PMDB, por sugestão do corrupto José Dirceu, e ganhou a disputa com Serra, em 2002. Depois, em nome da "governabilidade", loteou o governo para não ser mais um a ganhar e não levar. Como o Fausto da lenda, vendeu a alma aos diabos que antes exorcizava e se deu muito bem.

Foi aí que aprendeu a vencer a disputa eleitoral de baixo para cima: abrigou no ninho do poder lideranças locais, prefeitos municipais, deputados estaduais e federais, senadores e governadores. Aí, quando resolveu lançar o "poste" Dilma terrorista por achar mais fácil manipulá-la do que se desgastar na luta pelo terceiro mandato, já tinha as bases todas sob controle.

Muita gente boa percebeu a jogada genial do uso eleitoral da Bolsa-Família. Mas nem todos enxergaram o simultâneo fechamento de cofres que irrigam as campanhas políticas com os recursos necessários, favorecendo de banqueiros a empreiteiros de obras públicas, que passaram a ter nele o novo Messias. E ninguém observou que ele tirou do caminho para o palanque adversários que incomodavam. Foram os casos de Cássio Cunha Lima, o tucano da Paraíba, e Jackson Lago, o pedetista do Maranhão, que perderam seu mandato, condenados por crime similar ao de que foi acusado o petista Marcelo Déda, governador de Sergipe, que, no poder, é favorito na disputa por sua sucessão.

Ao contrário de Lula "contador de história", seu principal adversário, José Serra, não deu sinais de ter aprendido as lições da derrota de 2002. Ao se negar a disputar a indicação em prévias, como pretendia o ex-governador mineiro Grande Homem Aécio Neves, deu-lhe a justificativa de que este precisava para ficar fora da ingrata rinha presidencial. A não insistir com o partido e o próprio Aécio para formar chapa com este, deu outra mostra de que pretendia alcançar o talvez inalcançável: ganhar a disputa pela Presidência sem dever favores. Ao manter fora da campanha um tucano que vencera duas vezes a eleição federal sem disputar segundo turno, Fernando Henrique, emitiu, a quem fosse capaz de entender, o sinal de que não se dispunha a buscar ajuda nem mesmo do próprio passado, e o renegou.

Dilma terrorista, cujo currículo desautorizava a aventura de disputar contra um político bafejado pela vitória nas urnas nos maiores município e Estado do País, contou com a ajuda esperada, embora absurda, do adversário. Onze entre dez interlocutores alertaram Serra de que a chave para sua vitória seria manter o presidente "contador de história" fora da campanha. Mas ele expôs o retrato de Lula "contador de história" em seu primeiro programa de propaganda na TV e apelidou-se de Zé chamando-o de Silva (de quem terá sido a ideia idiota?) no primeiro jingle para rádio. Fez ainda aos adversários o favor de deixar que o atrapalhado presidente nacional de seu partido, Sérgio Guerra (PE), pedisse a impugnação da adversária porque a Receita havia quebrado o sigilo fiscal da filha Verônica.

A possibilidade, aventada pelo Data folha, do segundo turno pode abalar a empáfia palaciana, mas em nada alterará os fundamentos das evidências citadas. A experiência de 2006 deve ter ensinado aos tucanos que provocar o segundo turno é uma coisa. Mas vencê-lo talvez é outra!

Em politica,o que não é possível é falso!

terça-feira, 28 de setembro de 2010


Alguém pode ser incisivo em suas colocações, escrevendo com firmeza e convicção, mostrando seus pontos de vista com ênfase, racionalidade, sem enfeitar a realidade. Os que agem assim são vistos como pessoas frias, às vezes até grosseiras, embora corajosas e seguras.

Quem é realista apresenta-se com estilo em várias gradações. Enquanto uns são mansos para contar exatamente como as coisas são, na outra ponta há quem seja ríspido e até mesmo mal-educado.

Ser amante da realidade pode ser fácil para quem age assim, mas pode ser penoso para quem ler, especialmente os sensíveis (como nosso presidente, que quer "calar a democrácia"), que preferem a verdade em doses menores, pouco a pouco, só depois do dia 3 de outubro.

Só não enxerga quem não quer ver! E são muitos os que não querem ver! A eleição presidencial se aproxima. Os petralhas que pretendem o cargo máximo da nação, mais uma vez estão tentando hipnotizar a população, e atropelar até Deus, tudo e todos. Pensar em Lula/Dilma e os seus seguidores dá medo.

Tou ficando assustada!

Outro dia a Folha de São Paulo (09) trazia uma notícia em que informava que as empresas como a Companhia Vale do Rio Doce controlada pelos chamados “Fundos de Pensão”, doravante passariam a ver até mesmo os seus executivos serem substituídos por gente da confiança do governo; gente da política, naturalmente indicados pelo PT.

Fundo de pensão é coisa que os chamados sindicalistas de plantão (leia-se PT) dominam bem. Desculpem essa minha expressão de fachada, porque na verdade dominam mal, gerenciam pior ainda. A socialização dos meios de produção de uma empresa desse porte, quando gerenciada por sindicalistas sempre acaba no pior, como aconteceu com a General Motors dos Estados Unidos, que gerenciados os fundos de pensão por sindicalistas de lá deu em má gestão, ocasionando a crise desatrosa de conhecimento de todos. Penso eu que do jeito que a coisa vai, isto não será tamanha novidade se acontecer por aqui também, haja vista que faz bastante tempo como se sabe pela “discreta mídia brasileira” que o PT vem loteando os cargos públicos de confiança do governo, tanto na administração direta como na indireta, além do que fez como é de notório saber, a execução de diversos concursos públicos colocando dentro do Estado cada vez maior número de “companheiros”.

Esta socialização também pode se dizer que é uma forma de minar a base da propriedade privada, pois isto sem sombra de dúvida tem relação com administradores irresponsáveis, politicamente corretos, que passarão a usufruir ganhos e privilégios nunca dantes vistos neste país tupiniquim de Cabral.

Embora digam que não, - com os fatos acima - parece que o critério moderno de ingresso em um bom emprego seja na área privada, seja na pública é agora o critério político, o mérito parece que não vale mais. Alguns dizem, que “vale a carteirinha do partido e o alinhamento com a corriola sindical do que qualquer currículo”. É o que pensa por exemplo, um jornalista amigo meu , economista e mestre em Administração de Empresas pela FGV/SP.

Este é sem dúvida um processo que visa minar as chamadas bases democráticas do país, forma notória de sufocar a oposição política, eliminando assim a capacidade de sobrevivência econômica para os que não estiverem alinhados com o partido governista. É uma forma encontrada pelo PT de fazer uma ditadura em que o Estado domina empresas; empresas grandes, claro. Política que é sem dúvida de caráter fascista ou comunista, e de pior qualidade possível.

Isto nos leva à memória do período medieval em que eram comuns as práticas feudais das chamadas guildas, onde os camponeses, artesãos e outros, reunidos prestavam aos senhores feudais os seus serviços lucrativos em troca de pequenos pedaços de terra (MST), moradia ou comida (Bolsa familia). No jogo pelo poder dá prá dizer qual o mal maior, Lula, com a Dilma de malversado e obscuro passado. Parece que no dia 3 de outubro estaremos ou não defintivamente no bico do urubu.

O PT e Lula querem nos conduzir através do Foro de São Paulo, FARCS e MST ao Bolivarianismo ideológico do debilóide conhecido por Hugo Chaves.

Para quem não sabe, a hipnose é um estado alterado de consciência. É só pesquisar um pouco que achamos tudo sobre isso. Mas se vamos encontrar verdades ou mentiras, não quero entrar na discussão. Aliás, sou apenas uma cronista; e não uma cientista ou um curandeiro barato, nem tão pouco um presidente" contador de história," metido a" hipnotizar alguns alienados com bolsa esmola."

Mas uma pessoa saudável tem noção da realidade, tem capacidade de discernimento e consegue uma compreensão das coisas de maneira clara, uma vez que consegue apreender a realidade de uma forma mais identificada com ela. Se o estado de consciência está alterado, evidente que não se tem a mesma percepção da realidade. Quando alguém procura um profissional de saúde que utiliza como técnica a hipnose, está aceitando que seu estado de consciência seja alterado para poder descobrir possíveis dificuldades vivenciadas anteriormente e elaborá-las. Essa alteração é induzida por um profissional treinado que mantêm o controle da situação e faz o paciente voltar a seu estado de consciência normal quando quiser. Essa é uma forma adequada e benéfica de se utilizar a hipnose, desde que sempre manuseada por um profissional competente.

Existe outra forma de se induzir à hipnose que é pela realidade criada pelo homem, principalmete pela midia. Exemplo: e aí mermão,vou no show naum, tá na hora do big brother Brasil!Plim Plim para nossos comerciais e logo voltaremos com mais notícias. A hipnose coletiva não se dá de um dia para o outro. Ela vai sendo construída todos os dias, a longo prazo, através de programas de governos, Big brother, propagandas explícitas do bolsa familia, vale gás, vale escola, parentes e amigos que já estão impregnados dessa hipnose nefasta. Esses programas diariamente vão entupindo com futilidades, inutilidades, desgraças, roubalheiras, violência e falsos valores a mente de quem os assiste e os escutam.

Por detrás do programa do governo Lula, o "bolsa esmola" aparentemente inocente e agradável para a população de baixa renda, por exemplo, existem técnicas modernas de psicologia para persuadir, conquistar, e principalmente anular capacidade de pensamento dessa população.

Aos poucos nosso senso crítico vai sendo apagado, nossa capacidade de pensar é comprometida e passamos a ter a sensação que as coisas como nos são passadas são “corretas”, que nosso inconformismo é infundado, que as coisas têm que ser exatamente como são e que temos que nos ajustar a elas. Nos conformamos com o salário de fome porque nossos amigos também ganham pouco. Aceitamos ser desonestos ou desleais porque estamos no mundo capitalista e acreditamos que os outros fazem o mesmo.

Agredimos a natureza, pois vemos lixo no chão e vemos que outros não se importam, então porque nós iríamos nos importar. Aos poucos os pensamentos vão se nivelando por baixo com uns poucos que controlam o poder político, econômico e de comunicação pensando e toda a galera caminhando para a direção estabelecida arbitrariamente para a satisfação a todo custo de interesses econômicos e políticos.


Dia 3 de outubro, quem viver verá se estamos ou não no bico do urubu.

Que Deus nos livre. Amém!



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PESSOA ERRADA


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas; mas, nem sempre estamos precisando das coisas certas. Aí é à hora de procurar a pessoa errada.

A pessoa errada te faz perder a cabeça; fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é pra na hora que vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira.

A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar

Mas uma hora depois vai enxugar suas lágrimas

Essa pessoa vai tirar seu sono

Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível

Essa pessoa talvez te magoe

E depois te enche de mimos pedindo seu perdão.

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado

Mas vai estar 100% da vida dela esperando você

Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo; porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo.

Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo.

E só assim é possível chegar àquele momento do dia; em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo!”

Quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

TATUAGENS


Vamos falar aqui das tatuagens, destas que nos acontecem por toda vida, e das quais não temos a menor chance de aceitar ou recusar. Podem apostar que assim como o meu, o corpo de cada um de vocês amigos, está cravejado delas.

A cada dia de nossas vidas, acabamos ficando marcados por fatos, ilusões e desilusões, alegrias e tristezas, amores e desamores, afetos e desafetos, que acabam deixando marcas invisíveis, mas também indeléveis em nossos corpos, corações, sentimentos, alma e memória.

Parem de ler agora! Pensem em quantas destas marcas vocês já tem!

Pois é!

O mais incrível é que se formos prestar bem atenção, todos os males que recebemos nos ficam como tatuagens escuras, em preto e branco, disformes. Já as dos bons momentos de nossas vidas nos caem como de intenso e belo colorido, não? Mas também vamos concordar que muitas coloridas, de amores ou amizades que julgávamos reais e sinceras, se tornam depois, negras, brancas, nebulosas, com as marcas reais da decepção.

Por isso, gostaríamos de com vocês amigos lembrar, de que quando amantes,maridos,namoridos, se acariciam e se abraçam, fazem amor, estão deixando suas mãos, seus lábios e seus corpos tatuados entre si. Mesmo que depois se separem, não adianta negarem, as marcas estão aí! Seria tão bom se soubéssemos sempre conservá-las coloridas!

Mas nem todos pensam assim!

Não vamos esquecer também, de que quando se abraça uma pessoa, aperta a mão de alguém, recebe ou dá um beijo na face, ou até mesmo com o som de nossas palavras ou até mesmo este texto de agora, se está ficando e deixando uma tatuagem indelével para o resto da vida. Invisível é claro, mas para sempre!

Ao ler agora, na certa vocês amigos gostariam talvez de apagar muitas tatuagens deixadas em suas vidas, seus corações e quem sabe, principalmente em seus corpos. Posso lhes perguntar, para quê e por quê?

De todas, podem ter certeza, por mais escuras e feias que tenham ficado com o tempo, saibam aproveitar pelo menos uma das cores originais. Mesmo que seja a preta ou a branca! Não importa! Afinal de contas, vocês amigos não terão mesmo como fugir delas!

Por outro lado, vocês amigos gostariam de esquecer todos os tabefes levados na vida, mas não se esqueçam de guardar aquele primeiro que levaram na bunda quando nasceram, e que lhes fizeram acordarem para esse mundo.

Os outros pode ter certeza de que arderam mais nas mãos de quem bateu do que em quem apanhou. Eles podem até negar, mas que ardeu, ardeu!

As minhas tatuagens, como vocês agora, também estarão tatuados para sempre, em meu coração coração!

GENTE SINISTRA

Continuo achando esquisita como anda a aspereza do debate entre as partes de nosso país. Já vi esse filme. Um monte de cabeça-duras de um lado e outro montinho de outro. Só que naquela época estavam juntos do mesmo lado,voltados na mesma direção, que era à esquerda. Porque estavam acuados na extrema direita, sob a sua égide e força. A guerra estava traçada; os adversários usavam a força; os combatentes, a inteligência, o caráter e a coragem. Mesmo quem não pulasse corda dava a mão e, às vezes, a cara para bater.

O perigo era comum. Hoje não. Não tem mais disso. Acredito que essa seja a primeira eleição assim, meio sem real ideologia teórica. Meio, ou melhor, completamente, sem eixo. Para a presidência, o embate principal oficial é entre duas mulheres e um homem, todos com idéias na mesma direção da estrada, e promessas cada vez mais inacreditáveis. Mas alguns usando métodos digamos "mais eficientes": propaganda de massa, oferta de gabinetes, tráfico de influência, utilização de dados sigilosos, ameaças veladas.

Não pode haver quem - por mais dilmático que já esteja - que possa nem tentar negar que o presidente Lula e sua turma estão indo longe demais, atropelando toda a sorte de legalidade, vergonha, escrúpulo. Que a eleição está com cor e cheiro de vingancinha pessoal. E o que é pior: durante os últimos anos a oposição só fez se desfacelar. Toma Tiririca na coligação do PT! Com Maluf e outros dinossauros. Empresários subitamente socialistas e verdes crescendo mais do que agrião no rio. Ligações e coligações inimagináveis. Serra bonzinho, doce. Vó Dilma, arrumadinha como compraz a uma boa senhora. Marina, salvadora, natural, com sua voz fina e muito lenta, principalmente em atitudes.

Se cobrir vira circo; se cercar vira hospício. Se gradear, vira prisão. Se plantar, floresta. Se secar, Saara. Se cavar, encontra. Se jogar para cima, lama.

Viramos espectadores de um circo, com ursos, leões e leoas, macacos e macacas - todos amestrados como passarinhos comendo alpiste na mão aberta do sistema. Os palhaços, trapezistas e equilibristas, mágicos e ilusionistas tecem o roteiro do espetáculo. Concorrem entre si na truculência dos que não podem debater com a razão. Batem o pé, teimosos, falando em maioria, como se sempre fosse essa maioria a beneficiada. Um altruísmo absolutamente oportunista e insensato.

Na lona. Onde exatamente ficaremos caso essa experiência maluca que nos estão impingindo se concretize e não dê certo, infelizmente, como importantes cabeças pensantes vêm nos mostrando antecipadamente todos os dias, sem resultados. Não é o combatente Lula, aquele metalúrgico que mal ou bem tanto cultivamos e até idolatramos, que está se candidatando, mas um toco que ele viu em uma miragem do tipo de poder concentrado. Não é o dândi Fernando Henrique que compete, o que é uma pena, inclusive.

A culpa é nossa, maxima culpa. E punto e basta. A schifosa é nossa cria, assim como o vampiro, a cabocla Jurema, as mulas, os chupins e outros filhotes que estamos acompanhando, criados para na primeira oportunidade que puderem morder quem lhes deu vida. Dessa máxima não conseguiremos nos livrar - é da natureza. O ar seco do inverno ainda nos embota os pensamentos, enquanto os novos dias não chegam.

Nossas primaveras já foram melhores. Mas, como descreveu Cecília Meirelles, em "Primavera": "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega".

Se não há mais o bom senso, não há como remediar o mal que estará sendo decretado nos próximos dias. Para muitos parece que nem precisava fazer eleição - gostam dos experimentos in vitro. Não precisa mais transar, a não ser com a seringa. Até as flores e frutos, as folhagens das árvores, estão confusas, sem saber que tempo é esse.

E será o tempo da reorganização, da convocação de forças e idéias, de formarmos novamente nossos montinhos. Desde que não nos matemos uns aos outros agora

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O JOGO SÓ SE GANHA NO ÚLTIMO MINUTO DO SEGUNDO TEMPO

O censo comum nos faz acreditar que as campanhas tanto presidencial como estadual caminham para uma situação predefinida. No panorama estadual, dirigentes das campanhas dos candidatos a senadores Lindberg Farias(PT) & Marcelo Crivella(PRB) se apoiam na credibilidade de Lula para estancar o processo hemorrágico de perda de votos que os candidatos estavam sofrendo (César Maia(DEM), liderava... deu mole na onda de pedir votos para seus aliados, esqueceu da máxima do ditado "farinha pouca, meu pirão primeiro"). Por outro lado, dirigentes petistas não contêm a euforia na crença de uma possível vitória em primeiro turno.

Entretanto, a poucos dias para as eleições, emoções e surpresas nos aguardam. É o que indicam as últimas pesquisas de intenções de votos. É uma mudança de tendência no campo presidencial, onde Dilma parou de crescer e Serra deixou de cair, ao passo que no âmbito estadual ainda não podemos apontar uma tendência clara, portanto vou me abster da questão Lindberg x Crivella x César Maia e focar na eleição presidencial.

Uma eleição nem sempre contém um grau de lógica que nos permite fazer previsões a cerca de resultados, e muita coisa ainda pode acontecer em pouco mais de 20 dias de exposição intensiva nos veículos de imprensa.

Serra foi escolhido pela oposição como nome que liderou todas as pesquisas durante os mais de dois anos que o governo fez campanha intensiva para romper o desconhecimento de sua candidata, agora, pouco depois do início da propaganda eleitoral, Dilma passou, mas tudo indica que encostou no seu teto e a partir de agora deve sofrer uma queda.

Ao contrário, a queda sofrida em duas semanas por parte de José Serra, serviu como um choque e também para acordar a coordenação de campanha tucana e mobilizar as bases, na prática isso significou uma melhora significativa na qualidade do programa exibido na televisão, a correção de erros de campanha e, sobretudo, a mudança de norte, Serra finalmente vestiu a carapuça de candidato de oposição, afinal bandeiras não faltam para um candidato que queira criticar o atual governo que é débil em várias áreas estruturais inclusive áreas em que Serra tem amplo domínio como saúde publica e investimentos.

A campanha petista, por outro lado, percebeu que o crime cometido contra a família do tucano, somado à nova postura da campanha de Serra, pode e terá impacto eleitoral.

Prevendo isso, Lula ocupou cerca de dois minutos na propaganda eleitoral petista para fazer de vítima a si e a sua candidata, com a finalidade de tentar deter um possível crescimento oposicionista, que, além de Serra, conta também com as candidaturas de Marina Silva, PV, e de Plínio de Arruda Sampaio, PSOL, que tem sido o mais generoso no disparo de ataques ao atual governo.

Analisando os desdobramentos eleitorais do último mês, podemos concluir que o crescimento da candidatura governista nas pesquisas se deu em bases frágeis, pois ocorreu após um debate e uma entrevista na TV em que Dilma não foi bem em ambas oportunidades e se deu, principalmente, após Dilma se identificar com Lula, o que significa que se Serra for convincente em passar ao eleitor que as virtudes do atual governo serão mantidas e as áreas frágeis do governo sofrerão progresso, além de lembrar que o governo Lula manteve as boas políticas de FHC, Serra pode adentrar em uma trajetória ascendente.

Portanto, não creio que seja prudente, nem os apoiadores de Serra hastearam a bandeira branca da derrota nem tampouco é prudente os aliados do governo cantarem vitória antes da hora, porque a experiência ensina que eleição se ganha no dia e na apuração do voto.

domingo, 19 de setembro de 2010

E AGORA , JOSÉ?

Esta frase é de uma poesia que eu li em meus tempos de estudante — ou seja,alguns anos atrás. O significado poético era mais ou menos: o que vai acontecer, o que você vai fazer nesta hora do leite derramado ou dos amores frustrados ou coisa parecida. Já sei, meu companheiro, você deve estar pensando: o que tem isto com o hoje e agora? Calma, companheiro, tem tudo a ver. Frases e acontecimentos não morrem, repetem-se ao longo dos tempos, seja em outras bocas ou em situações diferentes.

A deste título me ocorreu não pelo distante passado, mas sim pelo tempestuoso presente. Chego lá, agora e de repente. Começa agora o verdadeiro combate eleitoral — o que aconteceu até então foi uma espécie de treinamento para a briga de verdade. Todos já se apresentaram, deram umas cacetadas e a briga verdadeira começa agora, em público e para valer.

Pois é, jovens ingênuos da política, tivemos o recente passado da escorva – candidatos buscando e aliciando companheiros, partidos políticos tramando alianças safadas que não cumpriram anteriormente nem cumprirão no futuro. Esta chamada “arte política” só aborrece e faz raiva no pobre eleitor. Um deles me confessou esta semana: já está bem erado em anos, guarda lembranças vivas do passado onde palavra e compromisso não precisam papel escrito e assinado.

Agora, envergonhado, confessou-me: sempre votei neste candidato, sempre contra o fulano nosso inimigo a vida inteira. Agora, ele chega pra mim e diz: amigo, desta vez, vamos mudar de rumo, votar no fulano, estou cansado de perder com a verdade, agora vamos ganhar nem que seja com a mentira!... Bem, isto é só um exemplo da roleta que agora vai rolar. Informo, a partir do título, apenas o que vi e sinto.

O Brasil de hoje é dominado pela modernidade revolucionária. A revolução militar foi enterrada pelos anos, substituída pelos ideais da chamada revolução democrática e popular. Curiosamente todos os candidatos choram em público o sofrimento dos seus tempos de opressão ou terrorismo militar. Gemem suas dores, até o exílio no exterior.

Penso no Fernando Henrique chorando lágrimas em Paris, Arrais na África, e tantos que receberam indenizações financeiras compensando o sofrimento que passaram... e hoje em cargos e carros magníficos.

Mas tudo passa, de menos a história que não conhece fim. Daí o porquê do meu título: Serra, que tanto sofreu como companheiro de ideais e da luta da Dilma sequestradora, está agora em sua oposição. Vai enfrentá-la nos microfones das TVs, e eu estou achando fino o seu pescoço.

Ambição é fácil, resultados é que são difíceis. Um dos seus companheiros, jogador de tênis elitizado, já está com a toalha nas mãos. Dilma, que aprendeu com Lula a jogar peteca de palha de milho, está bem mais tranquila. Agora: e nós, companheiro, como estamos ou estaremos? Já está tudo definido.

Para qualquer lado, conto a agonia de um espectador de antiga tourada. O touro pulou a cerca, a turma da arquibancada pulou pra dentro da arena, o sacana do touro retornou, uns 20 caras ficaram meio encantoados.

No centro deles, um magrelo e mais medroso tremia, tinha xixi escorrendo pelas pernas abaixo. Com voz enrolada, buscando força e apoio, gemeu: calma, gente, o to-touro é manso!...

Assistindo a guerra politica, lembrei-me do ditado:

Por causa de um prego, perdeu-se uma ferradura;
Por causa de uma ferradura, perdeu-se um cavalo;
Por causa de um cavalo, não entregou-se uma carta,
Por causa de uma carta, perdeu-se uma batalha;
Por causa de uma batalha, perdeu-se um reino

E agora, José?